O povo brasileiro clama por Justiça

Amados devotos da Senhora do Desterro, alegria e paz!

Temos vivido nos últimos dias uma tensão sem igual. Os noticiários continuam a nos apresentar um cenário político por demais desestruturado, uma corte totalmente dividida em suas opiniões. Concluímos que a corrupção parece não ter fim.

Bem sabemos que a interpretação da lei, quando não discutida a partir de um prisma que vai beneficiar a todos, traz dores e sérias consequências negativas.

 Podemos afirmar que, no momento em que Adão e Eva se deixaram corromper pelas coisas do mundo, comendo do fruto proibido (cf. Gn 2,17), o pecado começou a atingir o coração dos que não buscam com sinceridade a Deus.

Diante de tanta corrupção, não podemos nos calar. Urge que o povo brasileiro se una para clamar por justiça. Vale lembrar que esta união não pode caracterizar uma defesa partidária, que tem cada vez mais destruído o país.

A justiça pela qual devemos clamar é a que deve consistir em salvar o Brasil. Isso não acontecerá do dia para a noite. Será um longo caminho que devemos percorrer. Como não recordar o triste momento que o profeta Elias viveu quando chegou no fundo do poço, e sem vontade de caminhar pediu a morte a Deus? Diante do seu desânimo, Deus olha para Elias com um olhar compadecido e lhe diz: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer” (1Rs 19,4-8).

A vida de Elias foi transformada. Ele se levantou e continuou a caminhar. Se quisermos um Brasil melhor, mais justo, não basta falar, fazer arruaça, quebrar o patrimônio público, privado, e nem muito menos interpretar a lei a partir de critérios pessoais que tragam benefício a quem errou.

É preciso ampliar os horizontes e saber colocar em prática o mandato de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 13,34). Somente com a vivência do pedido de Jesus será possível vencer a corrupção, as injustiças, que infelizmente têm crescido cada vez mais no coração do ser humano.  

Frente a tantos escândalos de corrupção até podemos pensar: por que Deus não faz nada? Por que ainda inúmeros brasileiros morrem de fome, e por sua vez, o executivo, legislativo e judiciário continuam a lucrar absurdamente?

Não encontraremos uma resposta precisa, se não tivermos clareza de que a nossa justiça não é a justiça de Deus. O que fazer, então? Precisamos ser profetas! 

Que todos possamos nos unir, e clamar por meio do nosso testemunho e mudança de vida pela justiça de Deus, a justiça que não se baseia nos benefícios pessoais, ou de um grupo, em detrimento dos que sofrem. 

Que a Senhora do Desterro, Rainha e Padroeira da Diocese de Jundiaí, continue a interceder por nós, para que, clamando pela justiça de Deus, se realize em nossas vidas o que a antífona do Salmo do 33º Domingo do Tempo Comum nos ensina: “O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará” (Sl 97)

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe
Cura da Catedral

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