“Onde houver ódio que eu leve a paz”

Amados devotos da Senhora do Desterro, alegria e paz!

Foi assim que o pobre de Assis quis anunciar o seu projeto de vida. São Francisco, ao decidir abdicar de todos os seus bens, deixando de lado todas as honrarias deste mundo, conclui que a melhor escolha que podia fazer, era a de ser transmissor da paz de Jesus.

Bem sabemos que, desde o início da criação, o homem se perdeu justamente por ter colocado, como centro de sua vida, as suas próprias vontades. Assim encontramos no Livro do Gênesis (cf. Gn 3,1-24), que a desobediência de Adão e Eva os priva de viver com intensidade o significado que tinham as suas vidas: sentirem-se amados e queridos por Deus, no chamado que o Pai de misericórdia lhes fez: à vida!

Podemos dizer que todas as vezes que o ser humano se deixa levar por suas próprias vontades, a probabilidade de se deixar envolver pelo ódio é certa.

Iniciamos uma nova década, e, com ela, infelizmente se apresenta um cenário desastroso, onde podemos constatar que o ser humano julga se bastar por si mesmo, a ponto de desconsiderar que o próximo tem a sua dignidade, merece o seu respeito.

A oração que São Francisco dirigiu ao Pai, embora tenha sido feita há tantos anos, ainda é muito atual.

Acompanhamos, desde o início deste mês, os conflitos entre as nações do Irã e dos Estados Unidos. Como seria bom, se os chefes destas nações buscassem viver a proposta de Jesus, abraçada e vivida por Francisco de Assis: a busca de uma cultura da paz, onde mesmo diante das diferenças, jamais pudesse prevalecer o ódio.

Em sua mensagem por ocasião do Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro, o Papa Francisco afirmou que “as terríveis provações dos conflitos civis e dos conflitos internacionais, agravadas muitas vezes por violências desalmadas, marcam de maneira prolongada o corpo e a alma da humanidade. Na realidade, toda a guerra se revela um fratricídio que destrói o próprio projeto de fraternidade”.

Acreditamos que ser a favor da vida, propagar a cultura da paz, superar as diferenças, que muitas vezes são vistas como um obstáculo, é um grande desafio que devemos superar.

Em nossa experiência cristã, podemos concluir que a fraternidade, a justiça, e, portanto, a paz, serão possíveis, quando formos capazes de compreender que, para fazer constantemente memória de Cristo, devemos combater o ódio, buscando o caminho da reconciliação, servindo-nos assim, do bem comum, onde cessam as diferenças, e passa a existir a busca duma justiça reta, para que assim se realize o que Francisco orou: “onde houver ódio, que eu leve a paz”!

No Espírito de Jesus,

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