“Formando autêntica identidade cristã”

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

Neste ano de 2020, tenho a alegria de celebrar 11 anos de minha ordenação presbiteral. Ao longo destes anos, tive a oportunidade de acompanhar como diretor espiritual as Equipes de Nossa Senhora, movimento de espiritualidade conjugal.

Quero, nos próximos artigos, partilhar com vocês alguns pensamentos sobre os quais tive a oportunidade de refletir com os casais das Equipes de Nossa Senhora no ano de 2011, quando estudávamos acerca da formação, para amar e servir como Jesus, na vida conjugal.

Quando decidimos abraçar um projeto de vida, não podemos nos esquecer de que é necessário ser fiel a este projeto. Por isso, para viver a espiritualidade conjugal, proposta pelo ECC, torna-se necessário se permitir formar uma autêntica identidade cristã.

  Ninguém pode ser forçado a fazer o que não gosta. Entendemos que viver a espiritualidade do ECC numa equipe é se permitir viver da certeza de que o sacramento do matrimônio é o motor que faz engrenar a convicção da presença de Deus na vida do casal.

O apóstolo Paulo, em sua missão de pregar o Evangelho, assumiu com autenticidade e alegria o ministério que lhe foi confiado. Frente às exigências da missão, reconhece com humildade as suas fraquezas, mas ao mesmo tempo, sabe do valor de reconhecer-se “imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26-27).

Fazer parte de uma equipe de casais do ECC deve ser isso: cada casal se reconhece imagem e semelhança de Deus, assume com alegria a identidade de Cristo, e valoriza a dignidade desta identidade que imprime caráter, ou seja, faz viver da mesma certeza que Paulo viveu: “eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Eis aí, caros casais, um indicativo de como viver com autenticidade a identidade cristã que todos nós recebemos no Batismo, e entender que esta mesma identidade é plenificada pelo sacramento da Eucaristia, e por vocês renovada diariamente pelo sacramento do matrimônio que um dia receberam.

Por isso é preciso existir o comprometimento de um para com outro, para a sua equipe de casais. Digo ainda: é preciso ter comprometimento com Cristo e a Igreja. Afinal, sabemos que o exercício da espiritualidade conjugal passa impreterivelmente pelo desejo que o casal deve ter de renovar diariamente a sua aliança conjugal, alimentando-se da mesa da Palavra e da Eucaristia, para que assim seja revestido “do homem novo, criado à imagem de Deus, em justiça e santidade da verdade” (Ef 4,24).

Que o Bom Deus ajude a cada um de vocês a viver com intensidade e fidelidade a vida conjugal, a partir de uma autêntica identidade cristã, que livremente vocês decidiram acolher nos sacramentos.

No Espírito de Jesus, Pe. Márcio Felipe.

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