“Formar o Cristo em nós”

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

Vivemos um tempo de incerteza no mundo. Já se passaram mais de 30 dias em que estamos confinados em nossas casas em atenção ao pedido do governo do Estado de São Paulo, em vista do isolamento social.

Impossibilitados de irmos às nossas Igrejas, neste tempo de pandemia, somos chamados a fazer a experiência de transformar as nossas casas num lugar privilegiado de encontro com Deus, ou seja, por meio desta prática, formamos Cristo em nós.

Assim damos sequência aos estudos sobre a formação dos casais (segundo a proposta do Movimento Equipes de Nossa Senhora), para que cada casal se permita amar e servir como Jesus, em vista de uma formação sólida e coesa, numa perspectiva da espiritualidade conjugal.

Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, primeiro bispo de Jundiaí, que tem fama de santidade, ao longo de seu episcopado insistia que era preciso “dar Cristo a quem não O tem, e a consciência de Cristo a quem já O possui”.

Este apelo de Dom Gabriel é muito atual. Faz-nos pensar de que maneira estamos vivendo o nosso apostolado. Sabemos que os sacramentos do matrimônio e da ordem caminham juntos. Se a iniciativa para que o Cristo seja gestado em nós é de Deus, enquanto colaboradores d’Ele que somos, é necessário que estejamos dispostos a responder ao chamado que Ele nos faz à santidade, na vocação específica que escolhemos.

São Tertuliano, um grande padre dos primeiros séculos da Igreja, nos ensina, que os cristãos não nascem assim, mas a partir de um processo formativo se tornam cristãos e, por conseguinte, filhos de Deus.

Tornar-se filho de Deus não é privilégio, mas é Graça! Graça do mesmo Deus, que mesmo sabendo da fraqueza humana, espera que todos os que optaram por seguir o Seu Filho Jesus Cristo, se permitam diariamente, assistidos pelo Espírito Santo, “nascer de novo” (Jo 3,7).

No diálogo que Jesus tem com Nicodemos, um dos chefes dos judeus, a proposta é esta: “em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3,5).

Aqui nos deparamos com o eixo central de nossa reflexão: se temos clareza de que a força da graça de Deus é imprescindível em nossa formação espiritual, então é urgente nascer do alto. Este nascer do alto consiste em imitar o exemplo de Jesus, configurando a própria vida a Ele, segundo as Escrituras, para que assim o exemplo do padre (e, como o objeto direto de nossa reflexão são os casais) e de cada cônjuge, a partir do conhecimento de Cristo, seja testemunha de um para o outro.

Por fim, caros casais, mesmo diante deste grande desafio que estamos vivendo, que é a pandemia da COVID-19, não nos esqueçamos de Jesus. Muitos estão impedidos de recebê-lo na Eucaristia, por causa do isolamento social, mas o exemplo de Maria, a Senhora do Desterro, nos incita a pedir:

“Que a graça de Deus cresça em nós sem cessar. E de Ti, nosso Pai, venha o Espírito Santo de amor, para gerar e formar Cristo em nós”.   

No Espírito de Jesus, Pe. Márcio Felipe.

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