“AMAR A IGREJA: CAMINHO PARA AMAR A CRISTO”

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

Damos continuidade ao estudo do livro: Formação, para amar e servir como Jesus. Estamos no capítulo 6, e vamos refletir sobre amar a Igreja, como um itinerário para amar a Cristo.

São João XXIII, no ano de 1959, na praça de São Pedro, dirigiu algumas palavras aos casais do movimento Equipes de Nossa Senhora, e as considero importantíssimas também para os casais que fazem parte do ECC. Disse o Santo Padre:

“Prossegui com confiança e humildade vosso esforço para buscar a perfeição cristã no panorama de vossa vida conjugal. Grande riqueza e grande esperança para a Igreja representa a multiplicação de lares cristãos, cujos esposos querem que seu amor mútuo, santificado pela graça, purificado pelo sacrifício, seja um louvor a Deus, um testemunho apresentado diante dos homens, da santidade do matrimônio”.

Embora o pecado ainda esteja presente na vida humana, vocês casais não poderão se permitir esquecer-se da busca da perfeição cristã, que numa perspectiva da vivência do sacramento do matrimônio, poderá também ter sentido quando, em equipe, aconteça a partilha das alegrias e tristezas da vida conjugal.

Podemos considerar que foi a partir daquele encontro inesperado de Jesus com os seus discípulos, à beira do Lago de Genesaré, que nasce a pequena equipe dos anunciadores do Evangelho. Assim disse Jesus àqueles homens: “Não tenhas medo. Doravante serás pescador de homens” (Lc 5,10).

Iluminados pela Palavra de Deus que também nos garante vida em plenitude, podemos pensar que cada casal que se reúne em equipe, faz memória do convite que Jesus fez aos discípulos para serem seus seguidores, para colaborarem com a missão de anunciar o Kerigma da salvação.

Eis aí a missão das equipes do ECC: proclamar que a Igreja continua viva! E sabe por quê? Porque Jesus está vivo entre nós. Bem sabemos que o pecado infelizmente devasta e usurpa a Igreja. Entretanto, quando reconhecemos o pecado e estamos dispostos a voltar para Cristo, nos revestimos de Sua graça, e a exemplo do apóstolo Paulo, proclamamos: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Se afirmarmos que, embora tenhamos pecado, Cristo ainda continua a viver em nós, e por isso, podemos nos revestir da graça d’Ele, o nosso amor à Igreja deverá ser sempre fiel.

Constatamos que inúmeras são as feridas que ainda fazem o coração da Igreja sangrar. Porém não nos esqueçamos: é por amor a Cristo e à Igreja que é d’Ele, que a Ele nos configuramos, para ser um sinal sagrado deste amor que é eterno.

Portanto, para cada casal, participar de uma equipe do ECC é anunciar a alegria do Evangelho do matrimônio com a própria vida, certo de que este gesto sinaliza o amor à Igreja, que mesmo por vezes estando ferida, é de Cristo, e, portanto, jamais será desamparada.

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe.

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