“A ORAÇÃO, UM EXERCÍCIO DE QUEM AMA”

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

Estamos no mês da Padroeira da Catedral, Diocese e cidade de Jundiaí. E neste mês, tenho a oportunidade de refletir com vocês o tema da oração, que deve ser por nós entendido como um exercício de quem ama.

Quando falamos em oração, devemos ter claro que é uma oportunidade que Deus nos dá de recorrermos a Ele, através de nossa disposição de com Ele falar, e ter a certeza de que Ele fala conosco através dos sinais dos tempos.

No prefácio IV do Tempo Comum que o sacerdote reza na celebração eucarística, encontramos uma belíssima maneira de viver o Mistério Pascal, pois em cada palavra proferida, temos a alegria de participar da vida divina. Assim está escrito:

“Ainda que nossos louvores não vos sejam necessários, vós nos concedeis o dom de vos louvar. Eles nada acrescentam ao que sois, mas nos aproximam de vós, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso”.

Tendo como fundamento as palavras proferidas pelo padre na celebração da Eucaristia, nos perguntamos: ‘por que o ser humano tem necessidade de orar’? Porque todas as vezes que dirigimos uma prece ao Pai, pelo Filho no Espírito Santo, nos aproximamos da Trindade, e, portanto, configurados a esta comunidade perfeita, procuramos viver a proposta de Jesus: “sede perfeitos, como vosso Pai Celeste é perfeito” (Mt 5,48).  

Por esse motivo afirmamos que a oração é uma oportunidade que da Igreja recebemos, para dialogar com Deus, que nos aponta o caminho da perfeição, e nos faz viver com alegria a vocação que Ele nos deu.

Santo Agostinho, nas suas Confissões, afirmou: “fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração está inquieto até que descanse em ti”. Assim deve ficar o nosso coração enquanto não repousa em Deus: inquieto!

Esta inquietude só terá fim na eternidade. Enquanto isso não acontece, como peregrinos neste mundo, através da oração podemos e devemos nos permitir nos aproximar d’Aquele que nunca se distancia de nós.

É fácil orar? Obviamente, não! Contudo, saber que em Jesus encontramos a via de acesso ao Pai, que é a verdade e a vida (cf. Jo 14,6) que pode nos dar vida, fica claro que a nossa oração, apesar da fraqueza humana, nos concede viver a vida divina e, portanto, a amizade com Deus.

Assim Santa Teresa define a oração: “amizade com Deus!” Essa amizade só tem sentido, se vocês, que receberam o sacramento do matrimônio, se permitirem viver essa mesma amizade de um para com o outro.

Orar juntos, alimentar-se da Palavra e da Eucaristia, “perder tempo” com o que de fato vai permitir com que ganhemos o que de nós ninguém poderá tirar: a vida eterna! Isso depende somente de nós. Que nos permitamos exercitar o mandamento do amor, para que assim a nossa oração seja sincera.

No Espírito de Jesus, Pe. Márcio Felipe.

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