Nossa Santa Padroeira

Tempo da Santa Padroeira, Nossa Senhora do Desterro. Ela que partiu para o Egito com seu Menino e José. O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, porque Herodes vai procurar o menino o matar”. O poder pelo poder os expulsou de sua terra e seguiram em desterro. Viagem difícil, o cansaço, o desinstalar-se, a saudade, os temores, mas os desígnios de Deus são maiores do que nossas incertezas. Pela fé e a obediência seguiam sob a proteção do Céu. A continuidade, por certo, do trabalho como carpinteiro para sustentar a família. “Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe” (Salmo 56, 2).  A partida do exílio, após o anjo do Senhor comunicar a José: “Levanta-te, toma o menino e a sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino”. O regresso a casa em Nazaré. Palavras do Profeta Isaías (41, 10): “Nada temas, porque estou contigo (…), pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro…”.

Nossa Senhora com seus diversos títulos e dores. Por certo ela compreende o desterro de nossos abraços, de uma convivência saudável, dos encontros com laços de alma, do estar junto… Ela sabe do medo do vírus que pode matar, do desemprego, fome, lutos e do poder que confunde a cabeça dos menos esclarecidos.

Repito as palavras do Salmo 120: “Para os montes levanto os olho:/ de onde virá meu socorro?/ O meu socorro virá do Senhor…”. Com ele me chegam três alertas para viver sob a proteção dela também neste tempo de pandemia: do Padre Márcio Felipe, pároco da Catedral: “Fuja do pecado”; da Madre Maria Madalena, do Carmelo São José: “Saia de sua autossuficiência e veja o que Deus está lhe falando com esta ou aquela situação” e uma colocação de Kiko Argüello – iniciador do Caminho Neocatecumenal: “Afaste-se do inferno”, conforme em seu livro “Anotações” (413): “Senhor Jesus, perdoa-me. Quase me queima a alma ao meu aproximar do inferno”.

É possível, ainda, refletirmos sobre o tema da festa deste ano, “Em Jesus, com Maria, viver e celebrar a Esperança em Deus”, através da novena e da festa no dia 15, e de atendermos ao convite da Senhora do Desterro – que suportou com esperança e paciência as angústias do exílio – para consolar os que as doenças desolaram, os tristes e desanimados, dar força aos que trabalham, e a nos jogarmos, como ela e José, nos braços de Deus.

Maria Cristina Castilho de Andrade

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