UM NOME ESCRITO NO CÉU

Primeiro de outubro é dia de Santa Teresinha do Menino Jesus. Faço memória dela em minha história de devoção familiar. Impressionei-me, ainda menina, com cartões de Liseaux de minha avó, em 1927, ao meu pai com gravuras de Santa Teresinha. O que mais me chamou a atenção: aos seis anos, de mãos dadas com o pai, apontando para a constelação de Órion, disse que o seu nome estava escrito no Céu. Emocionei-me de imediato. Gostava também de andar de mãos dadas com o meu pai. São Luís Martin estava com 50 anos no nascimento dela e o meu com 55 ao vir ao mundo. Identifiquei-me em possuirmos pais idosos e com o carinho paterno feito de pureza, fé e sensibilidade. E necessitava, desde criança,  contemplar no firmamento a Cruz do Amor. Aos 12 anos, li pela primeira vez “História de uma alma” e assimilei o que era possível. Santa Teresinha se fez presença forte, apesar de minhas trevas, de convite a ser melhor para o Senhor. Mas como demoro a compreender. Aos 15 anos, fui ao Carmelo São José e o acolhimento e as preces da saudosa Irmã Maria Inês, que fora colega de escola de minha mãe, passaram a me acompanhar.

São tantos acenos, na minha vida, relacionados a Santa Teresinha! Comento sobre dois deles. Em dezembro do ano passado, depois de me confessar com o querido Padre Márcio Felipe, pároco da Catedral, propôs-me, como penitência, que abrisse, ao acaso, o livro “História de uma alma”. Senti-me convidada a ler as Obras Completas de Santa Teresinha. Quanto tem me ajudado! Como preparação para a festa de Santa Teresinha, a também mui querida Madre Maria Madalena – amo a Comunidade do Carmelo -, me ofereceu a novena de reflexão feita pelo Frei Patrício Sciadini, OCD. Ele escolheu como tema, neste ano, o poema “Viver de Amor” de Santa Teresinha, para que Deus estabeleça morada no coração.

 “… Viver de Amor, banir todo temor (…). Meu Bem-amado, minha fraqueza é extrema./ (…) /Mas, se venho a cair (…) / Em meu socorro vens, / A todo instante me dás tua graça. (…) / Viver de Amor é velejar sem descanso, / Semeando nos corações a paz e a alegria. / Timoneiro amado, a caridade me impulsiona,/ Pois te vejo nas almas, minhas irmãs. (…) Eis meu destino, eis meu céu: / Viver de Amor!”.

Como escreve Santa Teresinha: “Ah, divino Jesus, sabes que Te amo sim…” Acrescento: ensina-me a viver de Amor!

Maria Cristina Castilho de Andrade

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

brasao-pb

© 2019 Catedral Nossa Senhora do Desterro – Jundiaí – SP
Desenvolvido por LAB Brasil Comunicação