Amar é uma escolha

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

No último mês tivemos a oportunidade de concluir o tema de estudo que nos acompanhou desde fevereiro. Estamos tão próximos do final deste ano! Ano marcado pela pandemia da COVID-19; pelo desemprego; por uma política fracassada; por escândalos na Igreja; enfim… inúmeras situações negativas que vivemos até aqui.

Mas nem tudo está perdido! Acredito que o exemplo de Cristo motivou a cada casal das equipes do ECC a viverem a espiritualidade conjugal, a partir da prática do servir e amar como Jesus, e perceber que, apesar das tristezas, tivemos também alegrias.

Diante de tantos desafios, uma coisa é certa: amar é uma escolha! No estudo da psicologia vamos encontrar uma definição para esta palavra que, por vezes, é pouco compreendida por nós: “amor é um sentimento mais sofisticado da experiência humana”.

Quer dizer, ao passo que eu me sinto amado, eu me convenço de que preciso e posso amar. Mas aqui é preciso cuidado! E sabe por quê? Porque a nossa experiência de amar não pode consistir meramente a partir de um critério psicológico.

Conhecemos o Cristo, e por este motivo, devemos fixar o nosso olhar n’Ele. Na Primeira Carta de São João está escrito: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que nasceu de Deus conhece a Deus. Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,7-8).

A partir deste texto, São João nos ajuda a pensar: reconhecemos que o amor vem de Deus? Vocês, que receberam o sacramento do matrimônio, têm cumprido o mandamento do amor? Temos clareza de que Deus é amor?

São inúmeros os questionamentos que podem nos paralisar, se não estamos comprometidos em viver e dar testemunho da escolha que fizemos, quando nos sentimos convidados por Cristo, para sermos os seus discípulos.

Se aceitamos o projeto do Mestre, fica claro que esta escolha passa pela renúncia das nossas vontades, para que compreendamos que amar é uma escolha que neste mundo fazemos, para assim vivermos a antecipação das coisas do alto (cf. Cl 3,2).

O Senhor nos deixou um mandamento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,12). Este mandamento que o Mestre nos deixou é muito bem explicado pelo Papa Bento XVI na introdução da Carta Encíclica Deus Caritas Est. Assim afirma o Santo Padre: “dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1Jo 4,10), agora o amor já não é apenas um ‘mandamento’, mas a resposta ao dom do amor, com que Deus vem ao nosso encontro”.

Ele vem ao encontro de cada um de vocês, e isso se dá porque vocês escolheram a melhor parte (cf. Lc 10, 38-42): amar Aquele que por primeiro os amou. Não nos arrependamos desta escolha. Por mais que soframos, a busca da santidade pessoal e conjugal perpassa por ela e pela capacidade de abandonarmo-nos nas mãos d’Aquele que nos conduz: Jesus Cristo!        

No Espírito de Jesus, Pe. Márcio Felipe.

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