DIREITOS HUMANOS NÃO SUFICIENTEMENTE UNIVERSAIS

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). É motivado por essas palavras de Jesus, que me dirijo a vocês, no início deste ano de 2021.

Há poucos dias, celebrávamos a Festa da Epifania do Senhor. Nesta celebração, pudemos constatar o gesto de amor do Pai misericordioso, que quis manifestar à humanidade, na pobreza de uma criança, a sua presença entre nós.

            Portanto, na Solenidade da Epifania do Senhor, nos é garantido que a estrela que despontou no oriente e conduziu os magos até o menino (cf. Mt 2,1-12), teve, digo, tem a finalidade de garantir vida a todos.

Na Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, o Papa Francisco denuncia severamente que, muitas vezes, essa luz que brilhou para a humanidade, é garantia de direitos iguais para todos.

“Quando a dignidade do homem é respeitada e os seus direitos são reconhecidos e garantidos, florescem também a dignidade e a audácia, podendo a pessoa humana explanar as suas inúmeras iniciativas do bem comum” (TF nº 22).

Isso não pode ser diferente na vida de cada casal. A luz que despontou no oriente continua a despontar no coração de cada cônjuge, para que assim a fraternidade, a solidariedade, e, acima de tudo, a cumplicidade entres os casais, proporcionem respeito mútuo e fidelidade ao sacramento do matrimônio recebido.

O papa insiste que não podemos caracterizar o homem como o soberano de tudo. O que tem a primazia em tudo. Apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais ‘machista’, a mulher deve ter os mesmos direitos.

Quando olhamos para o momento da anunciação (cf. Lc 1, 26-38), constatamos que antes mesmo da luz brilhar aos magos, esta luz foi fecundada pelo Espírito Santo, no seio de uma mulher: a Virgem Maria!

Ela, escolhida dentre todas as mulheres, concebeu Aquele que veio com a missão de destruir o muro da inimizade, e criar as pontes que conduzem todos à vida que d’Ele vem, e as pontes que garantem o direito a todos.

Sem sombra de dúvida, ainda temos muito que percorrer para vencer o que o Papa Francisco considera como direitos humanos não suficientemente universais. Para isso se faz necessário superar os conflitos e medos que trazemos desde sempre na caminhada.

Os conflitos na vida matrimonial não podem permitir que os casais se afastem do projeto de Deus, do único amor, que é Jesus Cristo, a motivação primeira para uma vida conjugal centrada nas coisas do céu.

Francisco insiste de modo geral numa cultura de fraternidade que proporcione o bem comum a todos. Quero, iluminado pelo pensamento do Papa, insistir a vocês casais, que é de extrema importância gerar fraternidade e direitos entre vocês cônjuges, e a todos os que os cercam.      

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe de Souza Alves

Cura da Catedral N. Sra. do Desterro

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