Recomeçar

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

            Damos sequência ao estudo da Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, do Santo Padre Francisco. Abordaremos neste mês os parágrafos que correspondem aos números 77 ao 86.

            Nunca podemos nos esquecer de que a peregrinação que fazemos neste mundo tem uma finalidade: nos levar para o céu, ou seja, para a eternidade! Nem sempre nos deixamos envolver pelo anúncio pascal de Cristo, e, quando isso acontece, nos privamos da graça que Ele nos oferece.

            Embora, por vezes procedamos desta maneira, o Cristo está sempre disposto a nos dar a oportunidade de recomeçar. Este recomeço, segundo o Papa Francisco, é a ocasião que o Mestre nos concede para que, repletos de Seu Espírito, possamos ser bons samaritanos na vida dos fracassados.

No contexto desta encíclica, o Santo Padre alerta-nos a sermos solícitos para com todos os que sofrem as quedas que a vida impõe. De fato, se olharmos ao nosso redor, poderemos perceber que a pandemia da COVID-19 deixou evidentes os inúmeros que continuam caídos, à espera de alguém que lhes estenda as mãos.

            Como casais, vocês podem pensar no quanto surgiram momentos em que esposo e esposa se encontraram caídos pelo caminho. Os fracassos, a falta de esperança, por que não dizer, de solidariedade de um para com o outro, geram a desconfiança, e, portanto, impedem que o casal se alimente do que é bom, e se coloque a serviço do bem.

            O Papa Francisco nos motiva dizendo que “as dificuldades que parecem enormes, são a oportunidade para crescer, e não a desculpa para a tristeza inerte que favorece a sujeição. Mas não o façamos sozinhos, individualmente” (FT n.78).

            Diante da dor do desconhecido, o samaritano oferece-lhe tudo o que pode: encontra uma hospedaria, e ainda garante-lhe tudo o que é necessário, para que assim o caído possa se levantar.

            Assim deve ser entre vocês, queridos casais: não se cansem de ajudar um ao outro. Sejam sempre samaritanos, pois é esta prática que agrada o coração de Jesus, que é manso e humilde por nós.

            A célebre pergunta: “e quem é o meu próximo?” (Lc 10,29), deve ser sempre respondida por vocês cônjuges, a partir do retornar à Galileia, ou seja, recordar o dia em que se conheceram, namoraram e se casaram.

            É importante ressaltar, à luz do anúncio de Francisco, que “para os cristãos, as palavras de Jesus implicam reconhecer o próprio Cristo em cada irmão abandonado ou excluído” (FT n.83).

Embora possa acontecer a partir de uma outra perspectiva, este olhar de compaixão, fundamentalmente, deve ser assumido pelos casais, para que assim se evidencie que o sacramento do matrimônio implica cumplicidade, que gera a busca da santidade de ambos.

            O tempo pode, caso não se tenha o cuidado necessário, distanciar um cônjuge do outro. Entre vocês casais, não podem existir fronteiras. É preciso, quotidianamente, ressignificar interiormente a alegria de viver a proximidade conjugal, levando em conta a certeza do que os move para viverem unidos: o sacramento do matrimônio!

            Neste mês, quando a Igreja no Brasil evidencia a figura de Maria, esposa fiel, peçamos a sua intercessão, e também olhemos para São José, pai adotivo de Jesus, que diante das perseguições da vida, procurou viver com intensidade o projeto de Deus.

No próximo mês, iniciaremos a nossa reflexão a partir do capítulo III.

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe de Souza Alves
Cura da Catedral N. Sra. do Desterro

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