LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

            Damos sequência ao terceiro capítulo da Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, do Santo Padre Francisco. Neste mês, refletimos a partir do número 103.

            Nas primeiras linhas, o Santo Padre nos exorta sobre a necessidade de termos um olhar voltado para a liberdade que gera igualdade e fraternidade entre as pessoas. Segundo o Papa Francisco, a fraternidade não pode ser resultado apenas de condições nas quais se respeitam as liberdades individuais.

            Para o pontífice, quando não há uma vontade política de fraternidade, traduzida em uma educação para a fraternidade, o diálogo, a redescoberta da reciprocidade e o enriquecimento mútuo como valores, a liberdade fica restrita a uma condição de solidão, de individualismo.

            No que diz respeito à vida matrimonial, a liberdade, igualdade e fraternidade exige dos cônjuges uma busca constante da experiência do nosso Deus que é comunidade, que transforma o coração humano, quando nos dispomos a reconhecer que o amor a Ele, o amor ao cônjuge, e, portanto, o amor ao próximo, pode promover as pessoas.

            Eis o caminho rumo à amizade social e à fraternidade universal: o ser humano tem o seu valor, em qualquer circunstância. Sendo assim, jamais se pode excluir o outro, pelo simples fato de não ter ele as mesmas condições sociais. Jamais, para os casais, pode imperar um pensamento que diminua um ou outro.

            Infelizmente, nos deparamos com muitos matrimônios que são destruídos, justamente porque um dos cônjuges acaba tendo melhores condições sociais, intelectuais, culturais, e, por isso, descarta a primeira proposta que traz consigo o Sacramento do Matrimônio: “formar uma só carne” (cf. Gn 1,27).   

            Quando o Santo Padre quer insistir que o ser humano deve buscar uma liberdade  geradora de igualdade e fraternidade, deve-se levar em conta que cada homem e mulher de boa vontade tem a sua história, mas diante de Deus somos iguais, e devemos gerar sempre mais o bem moral, em que prevalece a promoção da dignidade humana.

            Nesta reflexão, merece destaque o valor da solidariedade, como virtude moral que gera vida e suscita um caráter educativo e formativo naqueles que decidiram ser discípulos de Jesus Cristo.   

            O Papa Francisco é enfático: diante dos grandes malefícios que o mundo moderno nos impõe, e considerando uma sociedade que cada vez mais nos proporciona momentos de liquidez, é urgente se comprometer com as causas que gerem solidariedade, isto é, momentos de solidez.

            Obviamente, a Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, de Francisco, não é um indicativo somente aos casais. Entretanto, é muito propício que o nosso estudo possa proporcionar aos casais do ECC uma hermenêutica destas linhas contidas nesta encíclica, que muito contribui para o aperfeiçoamento da vida social e espiritual de cada cônjuge.

            O apóstolo Paulo nos motiva a viver da certeza de que somos concidadãos dos céus (cf. Ef 2,19). Embora isso nos faça crer que neste mundo somos peregrinos rumo à eternidade, não podemos vendar os nossos olhos para os problemas atuais.

            Sendo assim, como família ECC, podemos encarar a Carta Encíclica Fratelli Tutti como um direcionamento que o Papa nos oferece, para que assim o nosso apostolado possa estar sempre centrado na pessoa de Jesus Cristo, que é a razão da nossa existência.

            Para o próximo mês, iniciaremos o Capítulo IV.

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe de Souza Alves

Cura da Catedral N. Sra. do Desterro

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