EXÍLIO: ESCRAVIDÃO OU LIBERTAÇÃO?

Amados devotos da Senhora do Desterro, alegria e paz!

Aproximamo-nos do fim do mês de agosto. Mês repleto de significado para a nossa Catedral, pois celebramos a Nossa Santa Padroeira.

Parece-nos um tanto quanto repetitivo falar de exílio, uma vez que em toda a Novena e Festa da Padroeira, esta foi a temática abordada pelos padres e bispos convidados.  

Em sua crônica publicada na semana do dia 10 de agosto, no site “Jundiaí Agora” e no Blog Paz da Cidade do Porto, Cristina Castilho de Andrade, paroquiana de nossa Catedral, muito recordou um trecho de uma canção, que inspirou a Campanha da Fraternidade do ano de 2013: “Retornar do cativeiro, fez-se sonho verdadeiro, sonho de libertação. Ao voltarem os exilados, Deus trazendo os deportados, libertados pra Sião”.

A partir destes pequenos versos, podemos responder à pergunta que norteia a nossa reflexão: Exílio: escravidão ou libertação? Continua a canção: “Todo povo sofredor, o seu pranto esquecerá, pois o que plantou na dor, na alegria colherá”.

É inevitável que, ao longo de nossa peregrinação terrestre, nos deparemos com as dores, e, por conseguinte, as consequências que elas trazem. Porém, não podemos perder a esperança em Deus.

O exílio até pode parecer escravidão, quando com ele nos deparamos, e não nos permitimos superar a dor e o sofrimento. Como bem sabemos, a Sagrada Família de Nazaré, ao fugir para o Egito, não perdeu de vista a realidade de que Deus estava com eles.

De fato, o exílio se torna uma libertação, quando compreendemos que, uma vez iniciados na fé, os sofrimentos trazidos por ele não servem para nos oprimir, ao contrário, com os nossos olhos fixos no Senhor, podemos nos sentir acolhidos por Deus, protegidos por Ele.

Assim nos ensina o Mestre: “se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser ganhar a sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará. Com efeito, de que adianta a alguém, ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo”? (Lc 9,23-25).

Exilados neste mundo, sem perder de vista que somos peregrinos rumo à eternidade. Quando compreendemos o exílio a partir desta ótica, nos revestimos da força que vem do alto, e nos permitimos vencer os herodes dos tempos atuais, que insistem em tirar as nossas vidas.

            Vamos encerrar o mês da Senhora do Desterro com esta certeza: embora exilados, nunca escravos, pois sabemos que o olhar para a eternidade é sempre a oportunidade que Nosso Senhor nos oferece, para que assim possamos colher com alegria o que tanto almejamos: “ver a Deus tal como ele é” (1Jo 3,2).

 No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe de Souza Alves
Cura da Catedral N. Sra. do Desterro

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