CAMINHOS DE UM NOVO ENCONTRO

Caros casais das equipes do ECC da Catedral, alegria e paz!

            Neste 7º capítulo da Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, o Santo Padre Francisco nos propõe caminhos de um novo encontro. Estes caminhos têm por finalidade curar as feridas e promover a paz.

            Para a cura das feridas e a promoção da paz, consideramos importante levar a termo a verdade, que é o próprio Cristo. N’Ele, sempre será possível recomeçar. É por este motivo, que o Papa Francisco compreende que o recomeço não quer dizer voltar ao período anterior, aos conflitos. O tempo possibilita ao ser humano, mudar. E por isso, mesmo diante dos conflitos, somos chamados a perceber a presença de Deus, que nos permite passar por um processo de renovação, pelo qual concluímos que a tribulação não é um castigo, mas sim a oportunidade para nos voltarmos ao Senhor.   

            A busca da verdade e da justiça deve por nós ser acolhida como um processo paciente, ou seja, as situações de conflitos jamais poderão ser superadas a partir de nossos critérios e vontades. O não à intolerância, à vingança, à lei de talião, ao “olho por olho” e “dente por dente”, deve ser excluído de nosso quotidiano.

            “A promoção da amizade social implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes devido a algum período conflituoso da história, mas também à busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis” (FT n. 233).

            Diante desta afirmação, o Papa Francisco quer nos alertar para uma questão que deve ser assumida por todos os que são discípulos de Jesus: os pobres! É por isso que podemos concluir que a paz não pode ser entendida como ausência de guerras. É muito mais. A paz perpassa pelo fio tênue, que deve criar a consciência nos que ocupam grandes cargos, a serem solícitos para os que vivem em situações de vulnerabilidade.

            Este caminho a ser percorrido pode também gerar o valor e o significado do perdão. O pobre de Assis, isto é, Francisco, de tão rico que era, abraça o projeto de Jesus, e na sua oração, reconhece que o caminho do perdão é para os corajosos, que ao receberem o dom da paz, proclamam: é perdoando que se é perdoado.

            Sabemos que, no limiar da história, Jesus foi o grande promotor da prática do perdão e da reconciliação. Infelizmente, muitas pessoas, por causa de suas convicções próprias, fizeram escolhas erradas, que acabaram gerando conflitos.

            Perdão, paz e harmonia social: este deve ser o tripé motivador para que vivamos com alegria o nosso apostolado, como discípulos missionários do Senhor, e fiéis ao chamado que Ele nos faz:

  1.  Lutar por causas legítimas que nos fazem viver o céu na terra;
  2. Buscar uma verdadeira superação dos dramas e medos que por vezes nos assustam;
  3. Fazer memória dos acontecimentos da vida, e ter como ponto de partida o que o Papa Francisco chama de “perdão social”, que não deve ser entendido como uma imposição, mas uma promoção que gera justiça e igualdade aos povos;
  4. O perdão sem esquecimentos: os erros cometidos sempre trazem as suas consequências, isso é inevitável. Entretanto, se faz sempre necessária a experiência do perdão: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,42-43).  

O Papa Francisco insiste que o caminho da violência, da intolerância não pode ser escolhido pelos discípulos do Mestre. Para nós, comunidade do ECC, que decidimos nos aventurar no Senhor, as palavras de Francisco são oportunas e podem gerar em nós – desde que queiramos – um comprometimento com a promoção da dignidade humana, que não comporta o indiferentismo que tanto tem se propagado em nossas famílias.

No próximo mês, concluiremos a nossa reflexão!

No Espírito de Jesus,

Pe. Márcio Felipe de Souza Alves
Cura da Catedral N. Sra. do Desterro

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

brasao-pb

© 2019 Catedral Nossa Senhora do Desterro – Jundiaí – SP
Desenvolvido por LAB Brasil Comunicação